27/04/2010
Mato Grosso briga por terra na divisa com Pará
Visualizar Área de litígio com o Mato Grosso em um mapa maior
A “Terra de Ninguém”, região localizada entre as fronteiras do Pará e do Mato Grosso, pode ter seu destino resolvido nos próximos 120 dias. A região de litígio entre os dois estados, num total de 2,2 milhões de hectares, vai ser reestudada pelo Serviço Geográfico do Exército, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Um erro histórico que envolve a demarcação de uma área cortada pela BR-163, vem sendo motivo de disputa entre os dois estados. A área está situada em plena floresta amazônica entre Guarantã (MT) e Novo Progresso (PA) mas, devido a um erro cartográfico em sua demarcação, ninguém sabe oficialmente a que Estado pertence.
O conflito entre os dois estados começou após a elaboração da primeira Convenção Internacional de Cartas Geográficas, em 1922. Na época o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro adotou o nome de Cachoeira das Sete Quedas para uma região anteriormente denominada de Salto das Sete Quedas, o que teria alterado o ponto da fronteira entre Pará e Mato Grosso.
Este é o principal argumento da Ação Civil Ordinária nº 714/2004, impetrada pelo Governo do Mato Grosso contra o Governo do Pará. Segundo a Ação, a fronteira teria sido definida em 1900 por uma Convenção entre os estados e o Governo Federal, tomando como base o trabalho desenvolvido pelo Marechal Cândido Rondon. Na época Rondon delimitou como ponto de divisão territorial a margem esquerda do Rio Araguaia, extremo da Ilha do Bananal e Salto das Sete Quedas, no Rio Teles Pires.
Perderiam uma grande área territorial os municípios de Jacareacanga, Novo Progresso, Altamira, São Félix do Xingu, Camaru do Norte e Santana do Araguaia, este último perderia quase toda sua área territorial. A área em litígio equivale ao tamanho de um estado como o Sergipe, por exemplo.
Ainda segundo a Ação, ajuizada com pedido de liminar pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o IBGE - à época Clube de Engenharia do Rio de Janeiro – ao considerar como ponto inicial do extremo oeste a denominada Cachoeira das Sete Quedas, e não o Salto das Sete Quedas, contrariou toda a legislação atinente à matéria vigente, daí resultando a incorporação indevida, pelo estado do Pará, de parte do território do estado do Mato Grosso.
Na mesma Ação, o ministro relator anterior havia determinado que a perícia ficasse a cargo do IBGE, mas o Mato Grosso considera que a atuação do IBGE não é imparcial em razão de suposto equívoco cometido, em 1922, pela equipe do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro. (Diário do Pará)
16/04/2010
CONVITE - ENTRADA FRANCA
Palestras Semana Acadêmica do IESAM 2010.
DATA: 17 DE ABRIL DE 2010.
Local: Av. Governador José Malcher, 1148 Edif. Sede do IESAM, quarto andar, Auditório 2.
Área: Geotecnologias: Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto
1. Palestrante:
Thanan Pequeno
Título da Palestra:
Detecção de desmatamentos através do método de fusão multitemporal de imagens SAR e multiespectrais.
Minicurrículo do Palestrante:
Engenheira Agrônoma (UFRA 2002 -2006)
Especialista em Geotecnologia (IESAM 2007 - 2008)
Mestre em Geologia (UFPA 2007 - 2010)
Horário da Palestra:
9h30 às10h
2. Palestrante:
Elton Jean Peixoto
Título da Palestra:
Vulnerabilidade Natural à Erosão do Município de São Miguel do Guamá–PA
Minicurrículo do Palestrante:
Possui graduação em Geografia Licenciatura e Bacharelado pela UFPA e Pós-Graduação em Geotecnologias: Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto pelo IESAM. Atualmente trabalha como Coordenador de Projetos na SEDECT e é colaborador externo da UFPA.
Horário da Palestra:
10h às 10h30
3. Palestrante:
Orleno Marques
Título da Palestra:
Analise Multitemporal da Cobertura Vegetal na Cidade de Marabá-pa através de Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (ndvi) para os anos de 1984 e 2008
Minicurrículo do Palestrante:
Engenheiro Ambiental (UEPA 2003 -2007)
Especialista em Geotecnologia (IESAM 2007 - 2008)
Mestre em Geografia (UFPA 2008 - 2010)
Analista Ambiental do Sistema de Proteção da Amazônia
Horário da Palestra:
10h30 às 11h
Sessão de Perguntas e Respostas:
11h às 11h30
24/03/2010
Breves no Estado do Pará, terá a primeira base de policiamento de fronteiras do Brasil
Visualizar localização de Breves em um mapa maior
Em junho deste ano o município de Breves, no Marajó, irá receber a primeira Base de Policiamento de Fronteiras do Brasil, veja a localização do município no mapa acima.
A base de Breves terá 12 contêineres articulados e adaptados para alojamentos, escritórios, salas de reunião; seis caminhonetes; dois caminhões específicos; lanchas de 35 pés; jet boat, barcos que precisam de apenas 25cm de profundidade para navegação, o que facilita o acesso a braços e rios de baixa profundidade; jet skis para 3 tripulantes; voadeiras; armamentos e munição; além de equipamentos como óculos de visão noturna, rádios comunicadores de alta potência e de proteção individual (coletes a prova de balas, capacetes), além de um efetivo de 46 homens e mulheres.
Em uma base que contará com tantos equipamentos de ultima geração, seria imprescindível a utilização de GPS de navegação e de um SIG (Sistema de Informações Geográficas), pois ajudaria bastante na elaboração de relatórios das missões, contribuindo principalmente para verificar e planejar o raio de abrangência destas missões.
Mais informações SECOM
02/03/2010
Piscicultura aproveita buracos provocados pela extração de argila em São Miguel do Guamá
Nota do Blog: Olha só que notícia ótima para o meu querido município de São Miguel do Guamá, projetos como estes devem ser cobrados pela população local e estimulados pelos governantes municipais, pois além de servirem como forma de mitigar os impactos provocados pela principal atividade econômica municipal, servem como fonte de renda para várias famílias.
Muito louvável esta iniciativa, parabéns aos idealizadores:
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater)
Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará (Sema)
E um grande abraço para os meus conterrâneos!
Um projeto piloto de piscicultura do escritório regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) em São Miguel do Guamá, nordeste do estado, vem se apresentando como uma alternativa para o aproveitamento econômico, social e ambiental de buracos provocados pela exploração intensa de argila na região. Os buracos, criados a partir da escavação até o ponto dos lençóis freáticos, acabam virando lagos, também por causa das chuvas. A destinação de uso dessas zonas é uma recomendação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará (Sema). O problema é crônico no município, onde se localizam cerca de 30 grandes olarias, produtoras de tijolos e telhas. O primeiro plano de manejo se dará na Comunidade de Acará, que se constitui de 21 famílias, com a maioria delas se sustentando por empregos na Cerâmica local. Ali, o lago principal (de aproximadamente um hectare e meio e quatro metros de profundidade) se encontra ocioso e irregularmente escavado, com desníveis no solo. A proposta é implantar 30 tanques-redes, com 500 tambaquis cada - grupo que, por safra (de oito em oito meses), renderá cerca de 300 kg de peixe. Além disso, espera-se estimular, principalmente nas mulheres, o ofício de artesanato com argila. "É uma via de capacitação feminina e de inclusão social. Fora isso, há os bônus da reciclagem ambiental e do lucro comercial", classifica o sociólogo da Emater Alcir Borges. Todo o processo da piscicultura será patrocinado pelo dono da Cerâmica Acará, Aluízio Filho, sob a lógica da parceria público-privada. "Sociedade, empresariado e governo têm que se dar as mãos. A comunidade em torno da minha olaria é muito carente. Eu acho que essa é uma grande oportunidade de ajudar a comunidade e de facilitar o trabalho governamental. As pessoas poderão cultivar peixes na propriedade, sem qualquer custo. Será um complemento de renda. E a iniciativa ainda reduzirá o impacto ambiental das nossas atividades. Espero que nossa história inspire outros ceramistas de São Miguel", diz. A Emater se responsabilizará pela capacitação dos recém-aquicultores e pelo acompanhamento técnico do cultivo. "Essa não é uma ação de recuperação ambiental, mas de diminuição dos prejuízos à natureza inerentes àquela atividade comercial, que é contínua. Não é possível aterrar os buracos, porque eles serão novamente criados. A idéia é dar utilidade a esses lagos, beneficiando as comunidades tradicionais vizinhas", explica Emílio Paixão, técnico em aqüicultura e pesca da Emater. A primeira visita técnica para a implantação do Projeto aconteceu no dia 7 de janeiro. Nela, técnicos da Emater realizaram um pré-diagnóstico sobre número de famílias interessadas, impacto ambiental e viabilidades sociais, além de coletarem amostras da água dos lagos, para medição imediata de índices de oxigênio e ph, de modo a avaliar se existem condições ideais para a sobrevivência dos alevinos. "Os números estão bons. Quando não, fazemos a correção com calcário e adubo orgânico", explica Emílio Paixão. Planeja-se que, até março, as gaiolas com os peixes estejam instaladas e a produção já se desenvolvendo.
Fonte: Emater-Pa. Arpim - por Aline Dantas
25/02/2010
INCLUSÃO DIGITAL
Este mapa foi elaborado para o Projeto NAVEGAPARÁ, que é um projeto pioneiro de integração digital em nosso estado, com o objetivo de dispersar formação e informação em forma digital. Acredito que a partir de ações como essa que levam a informação de forma instantânea a todas as classes sociais, são de grande importância para desenvolver um maior senso crítico, principalmente nos alunos, sejam eles da rede pública ou privada, pois estes, podem obter informações atuais e levá-las para a sala de aula, o que provocará um maior interesse em emitir opiniões a respeito e com a intermediação do professor será de grande valia para a formação cidadã do alunado.04/02/2010
SIG + CAE
Será que já existe algo no mundo das Geotecnologias neste sentido?

